Da janela do meu quarto observo, à minha frente, telhas molhadas e repletas de um odor a chuva, quando lhes toco, sinto-as frias e macias.
Um pouco à esquerda, reparo na enorme sombra de uma antena parabólica, um pouco defeituosa. À direita, observo a minha varanda toda molhada por causa da chuva, também a antena carregada de luz lunar, pronta a estender outra sombra imensa.
Mais ao longe erguem-se liindas e brancas vivendas que parecem ter olhos e boca, a mexemrem-se. Também vislumbro prédios amarelos repletos de luzes e enfeites natalícios.
Muito mais longínquo, distingo ainda um longo tapete de prédios e vivendas com biliões de luzes, tal como as estrelas, tão brilhantes que ofuscam a vista. E por fim, contidas no céu estrelado, surgem milhares de pontinhos luminosos, e, ainda a esconder a lua, nuvens espessas e cinzentas.
Imagem oferecida por Dreams Time
Gustavo T 6C



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