A minha descrição vai ser nocturna, o que a torna um pouco mais difícil, pois não conseguimos ver bem aquilo que vemos durante o dia. Os contornos são mais definidos pela iluminação nocturna e pelas luzes espalhadas pelas casas.
Estou junto da minha janela, perto da varanda e a primeira coisa que observo são as plantas que lá estão. À direita distingo uma grande planta que, por vezes, liberta um aroma de frescura; à minha esquerda, mas lá fora, ergue-se uma mesinha decorada de flores e pétalas; por cima desta, um vaso de vidro com uma vela meio derretida .
Se der um salto para a direita, vou parar em cima das copas das árvores de uma escola e, logo abaixo, abre-se o pátio, onde as crianças costumam brincar; mais à frente, o edifício da escola, escuro e sem vida.
Do lado oposto à escola, portanto, à minha esquerda, corre um muro que delimita o jardim do meu condomínio. Neste jardim estende-se um vasto tapete de relva sarapintado com algumas palmeiras e pontos de luz que parecem bolas de algodão doce.
Entre a escola e o jardim avança uma estrada que, neste momento, se encontra sem movimento: apenas se notam os carros estacionados alinhadamente. um pouco mais ao fundo ergue-se outro prédio, salpicado de luzes nas suas diferentes janelas e mesmo com alguns enfeites de Natal.
A partir daqui, apenas distingo os contornos das casas, dos prédios e de algumas árvores, que parecem nuvens escuras por cima deles. Se me esforçar um pouco, sinto o cheiro a peixe e a sal, vindo da marina.
Imagem oferecida por Dreams Time
Francisco R 6C



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